Saltar para o conteúdo
Nerve Arena Joga grátis
Menu

Colaboração

Procuras, por baixo do desacordo, aquilo de que cada lado precisa de verdade e constróis uma solução em conjunto.

O que é

Colaborar junta assertividade e cooperação ao mesmo tempo: importas-te com as tuas necessidades e com as da outra pessoa, e não trocas umas pelas outras sem antes procurares uma forma de satisfazer ambas. Em vez de discutir posições, procuras as razões que estão por baixo delas. Porque é que a tua cara-metade quer o carro? Porque é que alguém da tua equipa falha sempre a entrega? Quando essas razões estão em cima da mesa, aparecem opções que nenhum dos lados via ao início. Colaborar exige tempo, confiança e vontade de falar abertamente sobre aquilo de que precisas, e é por isso que pode parecer o estilo mais exigente. Quem tende para este estilo costuma acreditar que a maioria dos conflitos pode acabar sem um verdadeiro perdedor.

Como soa

Quando ajuda

Colaborar é o mais acertado quando os dois lados têm necessidades importantes demais para abdicar delas e a relação continua depois desta conversa. Funciona bem em problemas que voltam sempre, como a divisão das tarefas num casal ou a passagem de trabalho numa equipa, porque uma solução construída em conjunto é uma solução que as duas pessoas vão cumprir. Traz à tona informação que um acordo rápido deixa escapar, e muitas vezes termina num plano melhor do que aquele com que qualquer dos lados começou. Também cria confiança: as pessoas lembram-se de quando lhes perguntaram aquilo de que precisavam. Em decisões com consequências longas, o tempo que leva costuma ser bem empregue.

O que te custa

Colaborar é lento, e nem todos os problemas o merecem. Escolher um restaurante não pede uma conversa sobre as necessidades profundas de cada pessoa, e tentar tê-la pode cansar toda a gente. Também depende de a outra pessoa participar. Com alguém que não se envolve, que fica pelo vago ou que só quer ganhar, a tua abertura pode virar-se contra ti: partilhas as tuas necessidades, a outra pessoa não partilha nada, e acabas por ceder mais do que querias. Há também quem colabore e use discussões intermináveis para adiar uma decisão difícil, e assim um conflito que precisava de uma resposta recebe mais uma reunião.

Como ir além dele

Ajusta o esforço ao que está em jogo. Antes de começares, pergunta-te quanto é que isto vai importar daqui a um mês. Se a resposta for pouco, um compromisso rápido ou simplesmente deixar passar chega bem. Põe um limite à discussão, como uma conversa ou uma noite, e combina à partida que, se até lá não surgir nada melhor, escolhem uma opção razoável e seguem em frente. Repara se a outra pessoa está mesmo a participar: se as tuas perguntas continuam a receber respostas vagas, di-lo com clareza e pede uma posição concreta. E pratica decidir por tua conta quando a decisão é tua. Nem todas as conversas precisam de acordo, e uma decisão clara pode ser, à sua maneira, uma forma de respeito.

Adversários que o põem à prova

Estes três adversários nunca se sentam de verdade à mesa: há quem faça promessas calorosas, quem responda muito bem sem dizer nada e quem quase não fale, por isso só com perguntas abertas não chegas a lado nenhum.

Refazer o teste